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Ressaca

27 de agosto de 2014  por Aline Dias  , , , , , ,   nenhum comentário


Desculpe o atraso, chefe, fui assaltada por uma ternura que eu nem lembrava que existia, perdi a cabeça, e acabei saltando três pontos depois do que seria de direito o ônibus parar pra que eu chegasse no horário.
E sobre horário, também, chefe, aviso que no tempo que o tempo seria certo pra estar com a ternura dita antes eu nem sabia que perdia tempo dizendo não. Eu conheci agora o arrependimento e eu nem sabia como era isso.
Não estou sabendo respirar e tem dois anos que passou aquele vento que era pra voar também. Agora ele diz que não era pra ter tido não. Fui eu quem disse não. Não estou me sentindo muito bem mas ninguém vai me dar atestado médico.
Quero ficar sem trabalhar, por favor. Emoção atrapalha e eu não consigo prestar atenção. Era pra eu ter ficado quieta, chefe, ali, chefe, com ele, chefe, e eu fui embora, chefe. Ele ainda insistiu que não entendia e passou dois anos e ele ainda não entendeu, nem eu. Agora ele mudou de país. Perdi o ponto, chefe. Desculpe o atraso.

 

Aline Dias ocupou o dia da Natasha , que está em Salvador. (Mas o dia da Aline é segunda e quarta-que-vem Natasha volta)

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Escorrendo
Da fora pra porta

Samba às segundas. Aline Dias, quando acorda, olha no espelho e pensa que é sorte ter um pele de pêssego. No samba, ela roda afinadinho, que tem saia, tem sandália de prata, tem rebolado, e um bocado de tristeza senão não se faz um samba, não. Aline gosta mesmo é de gente - e a ternura está em todo lugar, meu bem.

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