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Nua e crua

24 de agosto de 2017  por Maria Gabriela Verediano  , , , , ,   nenhum comentário


Uma dor pontiaguda cutucava meus ombros. Não cabia posição, só desordem e desconforto. Doía fundo, como se fosse o primeiro golpe. Depois foi insistente. Intransigente. Pagã. Pessoal e intransferível. Não tinha paladar, nem boca, nem língua. A dor se comunica por grunhidos em qualquer dialeto. Não adianta reza, banho de mar, simpatia. Quando faz morada, ela é tua e não há santo que acuda. Depois da chuva, terra seca e muito pulmão. Haja estômago, haja miocárdio, haja pele. A dor é uma febre imune à dipirona. Esquenta, esfria, esquenta, delira. Um chute para fora do eixo. Levanta-e-cai. Terra ou estrelas? Tranca os dentes e respira. Vira de bruços. Solta o cabelo, destrava a mandíbula. Fecha os olhos, respira (isso é importante: fôlego), amanhã começa tudo outra vez.

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Stand Up Tragedy
(bilhetes para os meninos)

Maria Gabriela escolhe a cada dia quando vai ser Maria, quando vai ser Gabi, quando Gabriela e quando a gravidade de um nome composto. Maria não tem medo de nada, e o que sente escreve. Gira, gira, gira, e sonha. E samba. E mostra.

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